Produtor
CENDREV - Centro Dramático de Évora Associação
Sinopse
A HISTÓRIA DE UM PARRICÍDIO
Angus Cerini é australiano, talvez o grau de desconhecimento da sua dramaturgia rime com a distância. É, no entanto, um autor híper premiado, um dramaturgo inovador – palavra gasta que aqui vale -, isto é, não só mete o corpo no que escreve - é performer, faz dança – mas sobretudo é capaz de inventar toda uma comunidade local pela voz entretecida de uma surpreendente narrativa a três - escrita para três atrizes que dão corpo a uma família, duas filhas e uma mãe.
A Árvore que Sangra é a história de um parricídio. Mãe e filhas matam o pai. O caso é claro: reféns de um abusador alcoólatra capaz de todas as violências, mesmo violar uma das filhas, chegou o momento de o parar. O caso pode não espantar – não espantará, não será o desígnio da peça? - num mundo que mergulhou na violência genocida e na destruição total.
Genial nesta peça é além do tema – com a intensidade do “crime” da tragédia, das medeias, édipos, das clitemnestras – o modo de a pôr em cena contando uma história logo lendária para arquivar na memória vivificada de uma comunidade e logo do mundo, dada a condição especificamente humana do acontecimento e dos seus autores. Estamos diante de um teatro antropológico, diante da ideia de reunir uma comunidade num serão – como no teatro se faz – para testemunhar limites e excessos, para aprender que a desumanidade é própria dos humanos e só a memória nos pode redimir desses excessos, da sua repetição.
Deste modo, as três atrizes, cometido o crime, vão encenando entre elas as formas de o relatar – ou de o esconder da - à comunidade e vão dando corpo às figuras que vão surgindo, o carteiro que é polícia, a vizinha, o vizinho, etc. É na narrativa e, portanto, de modo estranhado na medida em que as três figuras femininas são todas as personagens, que assistimos ao surgir de uma cumplicidade pelo acto de libertação cometido pelas três mulheres. Fez-se justiça humana.
Esta é uma peça sobre o abuso sexual, o machismo extremo, sobre a chamada violência doméstica, infelizmente tão comum entre nós.
Fernando Mora Ramos
Produção
Teatro da Rainha
Ficha Artística
A Árvore que Sangra | Angus Cerini
Coprodução do Teatro da Rainha com o Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha
Encenação | Fernando Mora Ramos
Tradução e dramaturgia | Isabel Lopes
Dispositivo Cénico | Fernando Mora Ramos
Desenho de Luz | Hâmbar de Sousa
Banda sonora e desenho de som | Francisco Leal
Pintura de pano terra | Bartolomeu Gusmão
Interpretação | Isabel Lopes, Mafalda Taveira, Marta Taveira
Guarda-roupa | Acervo do Teatro da Rainha
Coordenação técnica | Hâmbar de Sousa
Horário de Funcionamento
TEATRO GARCIA DE RESENDE
BILHETEIRA
Contacto: 266 703 112
Horário: segunda a sexta-feira - das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30
Em dias de espetáculo a bilheteira abre duas horas antes
Informações Adicionais
Espetáculo para maiores de 16 anos
Espetáculo sem lugares marcados
Não se efetuam reservas
Venda disponível em bilheteira local, pontos aderentes da BOL e on-line
O acesso à sala principal (plateia) é condicionado pelo uso de escadas
Pessoas com mobilidade condicionada/deficiência ou com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, devidamente comprovado, beneficiam de um bilhete gratuito para um acompanhante, válido para a mesma sessão, na mesma data e horário. A gestão de reservas e informações de lugares de mobilidade condicionada é feita através do telefone 266 703 112,
Preços
Descontos
- > 65 anos, Reformados
- Cartão Estudante
- Funcionários C.M.E.
- Grupos + 10 pessoas
- Prof. do Espetáculo
- Sindicato dos Jornalistas