Promotor
Teatro Municipal Joaquim Benite
Breve Introdução
Partindo de uma investigação sobre a coreografia como forma de tornar visíveis as relações sociais, alimentada pelos textos da académica espanhola Victoria Pérez-Royo e da francesa Virginie Despentes, que falam sobre sair do ‘próprio corpo’ e a criação de um ‘corpo revolucionário’, Varinia Canto Vila criou MANERAS DE SALIR, uma performance que explora a ideia de distância e proximidade, propondo descobrir a construção social em que cada um se move no seu quotidiano. “O que encontramos nesta criação é que as nossas vidas decorrem numa infinidade de distâncias sociais, económicas, ideológicas, emocionais, de estilo de vida que nos distanciam e, ao mesmo tempo, nos unem”, explicou a coreógrafa chilena.
Com um toque de humor e ironia, três bailarinos oscilam entre diferentes pontos do espaço, tanto dentro de si mesmos como no lugar que ocupam na sala. “O que proponho é que o corpo não se revela através da identificação, mas sim através do posicionamento”, explica a criadora. “A posição que assumimos em relação a outra pessoa manifesta-se de forma clara e, ao mesmo tempo, relativa, dependendo de com quem estamos a falar. Na obra, perguntamo-nos: De que lugar se está a falar? Quando estamos num lugar, quantos espaços habitamos ao mesmo tempo? Quais são as verdadeiras distâncias entre um ponto e outro?”.
Nascida em 1977, VARINIA CANTO VILA é bailarina, formada no Chile e na Bélgica, com um mestrado em Arte e Política em Londres. Explora habitualmente a relação entre arte e política, com foco na noção de coreografia expandida e na organização do movimento do corpo social.
Ficha Artística
Conceito e Coreografia VARINIA CANTO VILA
Interpretação RODRIGO CHAVERINI, POLY RODRIGUEZ SANHUEZA, VARINIA CANTO VILA
Criação Sonora LORETO RÍOS MONTECINOS
Desenho de Luz EDUARDO CERÓN
Co-apresentação TRANSBORDA – 6ªMOSTRA INTERNACIONAL DE ARTES PERFORMATIVAS DE ALMADA/ CASA DA DANÇA, TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE
Preços